Projeções Otimistas para o Principal Ativo Digital
Especialistas do setor financeiro digital apresentam visões alinhadas sobre o futuro do Bitcoin. Inicialmente, Alexandre Vasarhelyi, fundador da B2V Crypto, projeta que a criptomoeda pode fechar 2026 cotada a US$ 175 mil. Da mesma forma, Marcello Cestari, da Empiricus Asset, estima uma valorização para a marca de US$ 150 mil. Dados de blockchain continuam a mostrar solidez na rede fundamental.
Entretanto, Guilherme Prado, diretor da Bitget no Brasil, mantém uma projeção mais conservadora, alinhada ao recorde anterior: US$ 125 mil. Apesar das diferenças numéricas, o consenso é de que o ativo está longe de um declínio terminal. “Com certeza o bitcoin não morreu. O que houve foi uma mudança de humor”, afirmou Prado, destacando que quedas abruptas são comuns neste mercado.
Projeções de Preço para o Bitcoin em 2026:
• Visão Alta (B2V Crypto): US$ 175 mil
• Visão Moderada (Empiricus): US$ 150 mil
• Visão Conservadora (Bitget): US$ 125 mil
Onde os Especialistas Recomendam Investir
Primeiramente, o momento atual exige cautela e foco em ativos consolidados. Portanto, a recomendação unânime é concentrar os investimentos nas maiores criptomoedas do mercado. “Nós somos uma casa conservadora, então olhamos para as 20 maiores criptomoedas do mundo neste momento”, explicou Vasarhelyi.
Além do Bitcoin, outras criptomoedas recebem destaque:
- Ethereum (ETH): Considerado o blockchain mais maduro, com forte potencial para capturar valor das stablecoins.
- Solana (SOL): Apontada como uma das plataformas com boa performance e adoção.
- Stablecoins: Ativos lastreados em moedas fiduciárias, como o dólar, ganham força com a regulamentação.
Por outro lado, Cestari revelou que sua gestora reduziu a carteira exposta para apenas seis a oito criptoativos principais, priorizando liquidez e participação institucional.
Tendências e Inovações que Moldam o Mercado
Para 2026, os analistas enxergam a continuação de movimentos importantes que começaram a ganhar forma. A consolidação entre o mercado financeiro tradicional e o de criptomoedas é uma delas. Plataformas que funcionam como Universal Exchanges (UEX) permitem negociar criptoativos, forex, ações e ETFs em um só lugar, usando stablecoins.
Além disso, a plataforma Polymarket, construída em blockchain para previsões de eventos, é citada como exemplo da expansão das aplicações práticas da tecnologia. Outro ponto crucial é a regulação. A lei Genius Act nos Estados Unidos, que estabelece regras federais para stablecoins, é vista como um marco de legitimidade e atrai interesse até do cenário político.
“O bitcoin já é o ouro digital. Claro, é uma alternativa. Ele não vai substituir o ouro. É como se houvesse um novo ingrediente no bolo”.
Guilherme Prado, Diretor da Bitget para o Brasil
Bitcoin: O Hedge Digital em um Mundo Fragmentado
Em um contexto geopolítico complexo, o Bitcoin é cada vez mais enxergado como um ativo de reserva de valor. Consequentemente, especialistas começam a traçar paralelos com o ouro. Cestari destaca seu papel como hedge contra a inflação, lembrando que a inflação embutida do Bitcoin (cerca de 0,8% ao ano) é menor que a do metal precioso.
“O mundo está menos globalista… Como esses blocos vão se falar? Não sei, mas eu sei que o bitcoin fala com todo mundo”, analisou Vasarhelyi, reforçando a natureza descentralizada e sem fronteiras do ativo. Ele ressaltou que o Bitcoin tem paridade de negociação com 175 das 180 moedas fiduciárias existentes.
Em resumo, o cenário para 2026 é de otimismo cauteloso. A maturidade regulatória, a consolidação do mercado e a percepção do Bitcoin como ativo de reserva criam um ambiente propício para crescimento, com os especialistas recomendando foco nos líderes do setor.