O Cenário Atual do Bitcoin e Criptomoedas

Para começar, é essencial entender o contexto deste crescimento. Inicialmente, após um ciclo de alta entre 2020 e 2021, o mercado passou por uma fase de correção em 2022. No entanto, desde o ano passado, a trajetória tem sido de recuperação constante e sólida. Além disso, fatores regulatórios impulsionaram essa maturidade. No Brasil, a promulgação do Marco Legal dos Criptoativos trouxe transparência e segurança jurídica para as operações, dando novo fôlego ao setor.

Volume de Transações no Brasil (Jan-Set 2024): R$ 363,3 bilhões

Alta em Relação a 2023: 82% no mesmo período

Fonte: Relatórios da Receita Federal do Brasil

Como Investir em Criptomoedas com Segurança

Portanto, para quem deseja participar deste mercado, existem caminhos bem definidos. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem realizar investimentos. O processo geralmente começa pela aquisição dos ativos com moeda corrente, operação facilitada pelas exchanges ou corretoras especializadas. Da mesma forma, também é possível acessar o mercado por meio de fundos de investimento, os ETFs (Exchange-Traded Funds), disponíveis em corretoras tradicionais.

  • Escolha uma Plataforma: Opte por corretoras tradicionais ou exchanges regulamentadas e com sólida reputação.
  • Abra uma Conta: Complete o processo de abertura e verificação (conhecido como KYC).
  • Selecione o Ativo: Decida entre Bitcoin, Ethereum, stablecoins ou outros criptoativos.
  • Comece aos Poucos: Inicie com valores menores para se familiarizar com a volatilidade do mercado.

Entretanto, devido ao histórico do setor, especialistas orientam cautela.

É fundamental que os interessados busquem orientação de instituições sólidas e profissionais com experiência reconhecida para mitigar riscos de golpes e fraudes.

Recomendação de Especialistas do Mercado

O Mercado Brasileiro em Expansão

Além disso, os números comprovam a força do segmento no país. Conforme dados oficiais da Receita Federal, as transações com criptomoedas bateram recordes absolutos em 2024. Somente no mês de setembro, as movimentações atingiram a impressionante marca de R$ 115,7 bilhões, o maior volume mensal desde o início do monitoramento em 2019.

Este crescimento explosivo tem explicações macroeconômicas.

A redução da taxa de juros por bancos centrais como o FED e o BCE leva investidores a buscarem ativos com maior potencial de retorno, ainda que com risco mais elevado, como as criptomoedas. Essa foi a variável determinante para o salto recente.

Manoel Gustavo Neubarth, Professor de Direito e Criptoativos

Para Além do Bitcoin: Ethereum, Stablecoins e Tokens

Por outro lado, o universo dos criptoativos é vasto e vai muito além do Bitcoin. Lançado em 2015, o Ethereum se consolidou como a segunda principal criptomoeda global, com funcionalidades distintas focadas em contratos inteligentes. Da mesma forma, as stablecoins ganharam espaço por oferecerem menor volatilidade, sendo lastreadas em ativos como o dólar. As líderes deste segmento são a Tether (USDT) e a USDC da Circle.

Finalmente, a tokenização abriu um novo leque de possibilidades. Por meio desta tecnologia, é possível atribuir valor digital e negociar itens físicos ou puramente digitais, como imóveis ou obras de arte. Portanto, o mercado oferece um espectro diversificado de oportunidades para diferentes perfis de investidor e estratégias.


Resumo das Principais Oportunidades

  1. Bitcoin (BTC): Criptomoeda pioneira e de maior adoção, em tendência de alta histórica.
  2. Ethereum (ETH): Segunda maior criptomoeda, base para aplicações descentralizadas.
  3. Stablecoins (USDT, USDC): Criptomoedas com preço estável, lastreadas em moedas fiduciárias.
  4. Tokens: Ativos digitais que representam direitos sobre bens físicos ou digitais.