Percepção do Passado e Expectativa para o Futuro

Primeiramente, os dados sobre a avaliação do ano que passou mostram uma divisão clara. Enquanto 43% dos entrevistados afirmam que a economia piorou, 24% acreditam que melhorou e 30% percebem que ficou do mesmo jeito. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

Percepção sobre os últimos 12 meses:

  • Piorou: 43%
  • Melhorou: 24%
  • Ficou igual: 30%
Fonte: Pesquisa de Opinião Nacional

Por outro lado, a expectativa para os próximos doze meses inverte parcialmente esse cenário. Aqui, 43% dos brasileiros acreditam que a economia vai melhorar, 29% projetam piora e 24% esperam que fique do mesmo jeito. Essa visão otimista do futuro, apesar da avaliação negativa do presente, sugere uma confiança na recuperação econômica.

O Impacto no Bolso do Consumidor

Além disso, a pesquisa investigou a percepção concreta sobre o custo de vida. Para 56% dos entrevistados, os preços dos alimentos em supermercados e feiras subiram no último mês. Apenas 18% perceberam uma queda, enquanto 24% afirmam que os valores ficaram iguais.

Essa percepção se alinha com dados oficiais de inflação. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,33% em janeiro, acumulando 4,44% nos últimos doze meses.

Poder de compra comparado a um ano atrás:

  • Compra menos: 61%
  • Compra o mesmo: 23%
  • Compra mais: 15%
Fonte: Pesquisa de Opinião Nacional

Desafios no Mercado de Trabalho

No entanto, um dos indicadores mais sensíveis para a população, o mercado de trabalho, também foi abordado. Quase metade dos brasileiros (49%) avalia que está mais difícil conseguir um emprego atualmente, comparado ao ano passado. Em contraste, 39% acreditam que está mais fácil, e 5% veem a situação como igual.

Portanto, a combinação entre a percepção de alta nos preços dos alimentos, a sensação de perda do poder de compra para a maioria e a visão de um mercado de trabalho mais difícil ajuda a explicar por que uma parcela significativa da população avalia negativamente o desempenho econômico recente.

Metodologia e Confiabilidade dos Dados

O levantamento, encomendado por uma instituição financeira, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A amostra é representativa da população brasileira e os resultados permitem um retrato confiável do sentimento econômico atual.

Em resumo, os dados pintam um retrato complexo da economia brasileira através dos olhos dos cidadãos. Apesar das dificuldades tangíveis sentidas no presente, refletidas no custo de vida e no emprego, uma parcela igualmente expressiva da população mantém expectativas positivas para o curto prazo, sugerindo um otimismo cauteloso sobre a direção que o país está tomando.