O Fator Cambial e a Ascensão da Rússia

Primeiramente, é crucial compreender que o cálculo do ranking é feito com base no valor do Produto Interno Bruto (PIB) em dólares, utilizando a taxa de câmbio média do período. Conforme explica o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, a troca de posições entre Brasil, Rússia e Canadá foi impulsionada principalmente pela valorização da moeda russa ao longo de 2025. “A queda do Brasil no ranking é explicada pela dinâmica da moeda russa e não por um crescimento pequeno no Brasil”, afirmou o especialista.

PIB Brasileiro em 2025: US$ 2,268 trilhões (1,9% do PIB mundial)

Fonte: Austin Rating

Desempenho da Economia Brasileira em 2025

Além disso, os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um crescimento de 2,3% no PIB brasileiro em 2025, na comparação com o ano anterior. Para começar, este resultado é considerado positivo pelos analistas, especialmente diante de um cenário global desafiador. Entretanto, o desempenho trimestral revela uma desaceleração, com um avanço de apenas 0,1% no quarto trimestre frente ao trimestre anterior.

Composição do Crescimento e Perspectivas

Inicialmente, o setor agropecuário teve um papel fundamental para o resultado anual, beneficiado por uma supersafra. No entanto, indústria e serviços apresentaram desacelerações marcantes. Por outro lado, as projeções para 2026 apontam para um cenário diferente. “Esperamos um crescimento de 1,7% este ano e uma composição mais equilibrada entre os setores”, completou Sartori, indicando uma possível recuperação da indústria e dos serviços.

  • Posição no Ranking (2025): 11º lugar
  • Crescimento do PIB (2025 vs 2024): +2,3%
  • Projeção de Crescimento para 2026: +1,7%
  • País que Subiu no Ranking: Rússia (para o 9º lugar)

O Panorama Global e a Posição do Brasil

Portanto, ao observar o cenário internacional, o Brasil superou no quarto trimestre economias como Canadá, Coreia do Sul e Noruega, que tiveram variação negativa. Da mesma forma, o crescimento foi inferior ao verificado em potências como Estados Unidos (1,4%) e China (1,2%), e também ao de países como México (0,9%). Em resumo, a nova configuração do top 10 das maiores economias, por participação no PIB mundial, ficou assim em 2025:

  1. Estados Unidos (26,1%)
  2. China (16,6%)
  3. Alemanha (4,3%)
  4. Japão (3,6%)
  5. Índia (3,5%)
  6. Reino Unido (3,4%)
  7. França (2,9%)
  8. Itália (2,2%)
  9. Rússia (2,2%)
  10. Canadá (1,9%)

Consequentemente, com uma fatia de 1,9% do PIB mundial, o Brasil segue logo atrás do Canadá. Apesar disso, a expectativa do FMI é que o país mantenha a 11ª posição também ao final de 2026, reforçando a necessidade de políticas que aumentem a produtividade e garantam um crescimento mais sustentável e menos dependente de fatores externos no longo prazo.