Impacto Bilionário na Economia

Para começar, um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) projetou o efeito financeiro da medida. Inicialmente, estima-se que os trabalhadores do setor formal terão R$ 20,9 bilhões a mais em renda disponível. Da mesma forma, servidores públicos contarão com um adicional de R$ 5,3 bilhões. Portanto, o impacto total na economia brasileira deve alcançar a marca de R$ 26,2 bilhões apenas em 2026.

Impacto Financeiro da Isenção (2026): R$ 26,2 bilhões

Fonte: Dieese

Quem Será Beneficiado pela Medida?

Entretanto, os benefícios não serão distribuídos de forma uniforme entre todas as categorias profissionais. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a medida impacta diretamente cerca de 15,6 milhões de pessoas. Desse total, aproximadamente 10 milhões ficarão totalmente isentas do tributo, enquanto outras 5 milhões terão uma redução no valor pago.

Além disso, a análise por setor revela disparidades significativas:

  • Indústria Têxtil e de Vestuário: Praticamente a totalidade dos trabalhadores será beneficiada, com 98% e 95% ficando isentos, respectivamente.
  • Comércio: Cerca de 91% dos vendedores, caixas e estoquistas não pagarão mais IR.
  • Setores com Maior Remuneração: Em categorias como farmacêutica e urbanitários, o percentual de isentos cai para cerca de 50% e 46%, ainda assim representando um alívio para milhares.

Distribuição por Gênero e Vínculo Empregatício

No entanto, é importante observar o perfil dos beneficiados. Devido à maior participação masculina no mercado formal, projeta-se que 8,9 milhões de homens sejam impactados diretamente, contra 6,2 milhões de mulheres. Da mesma forma, a grande maioria dos favorecidos (12,8 milhões) são trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada, enquanto 2,8 milhões são servidores públicos estatutários.

O Que Esperar para a Economia?

Portanto, a injeção de mais de R$ 26 bilhões na economia representa um estímulo considerável. Primeiramente, o comércio varejista e os serviços devem ser os primeiros a sentir os efeitos positivos do aumento do poder de compra. Além disso, setores essenciais como alimentação, educação e lazer podem experimentar uma maior movimentação financeira.

A medida tem um caráter social e econômico claro, ao devolver renda para as famílias que mais consomem proporcionalmente à sua receita.

Em resumo, a reformulação nas faixas de isenção do Imposto de Renda configura-se como uma política de redistribuição de renda com potencial efeito multiplicador. Consequentemente, além do alívio imediato no orçamento familiar, espera-se um ciclo virtuoso de consumo e geração de riqueza em toda a economia nacional.