Uma Jornada Estratégica e Deliberada

Para começar, o ministro federal da Tecnologia, Ashwini Vaishnaw, enfatizou que a transição será meticulosa. “Será uma jornada muito ponderada, não estamos fazendo nada com pressa”, declarou durante o Global Business Summit do Times Group. Inicialmente, o foco está em consolidar a fabricação de chips de 28 nanômetros, tecnologia atual no país. Em seguida, a Índia pretende avançar progressivamente para patamares mais complexos, mirando a produção de 2 nanômetros dentro de um prazo de poucos anos.

Meta de Transição Tecnológica: De 28 nm para 2 nm em poucos anos.

Fonte: Declaração ministerial no Global Business Summit.

O Ecossistema Industrial por Trás do Plano

Além disso, a escala do projeto é monumental. Pelo menos 50 empresas indianas de tecnologia de ponta estarão envolvidas diretamente na iniciativa. Da mesma forma, o governo busca integrar desde fornecedores de matéria-prima até empresas de design e montagem final. Consequentemente, o objetivo final é criar uma indústria nacional de semicondutores autossuficiente e competitiva internacionalmente.

  • Foco em Pesquisa: Fortalecimento de centros de P&D em nanotecnologia.
  • Incentivos Fiscais: Pacotes de benefícios para atrair investimentos estrangeiros diretos.
  • Formação de Mão de Obra: Programas de capacitação técnica em parceria com universidades.

Impactos no Cenário Geopolítico e Econômico

No entanto, essa ambição indiana não ocorre no vácuo. Atualmente, a produção global de chips avançados é dominada por Taiwan, Coreia do Sul e, em menor escala, Estados Unidos. Portanto, a entrada da Índia neste mercado estratégico pode diversificar as cadeias de suprimentos, reduzindo a dependência de uma única região. Entretanto, especialistas alertam para os enormes desafios de capital, infraestrutura e know-how técnico que precisam ser superados.

“A autossuficiência em semicondutores é um pilar crítico para a segurança nacional e a soberania tecnológica de qualquer grande economia no século XXI.”

Análise de setor em relatório do Banco Mundial.

Os Próximos Passos e o Horizonte Temporal

Por outro lado, o governo indiano parece ciente dos prazos longos envolvidos. Apesar disso, a pressão por resultados é alta, impulsionada pela demanda interna por eletrônicos e pela revolução da Inteligência Artificial. Em resumo, os próximos 12 a 18 meses serão cruciais para a liberação de licenças, a atração de parceiros internacionais e o início das obras das primeiras fabs (fábricas de semicondutores) de última geração. Finalmente, o sucesso deste plano colocará a Índia em um novo patamar na economia global de alta tecnologia.