Da Primeira Medalha ao Tricampeonato
Primeiramente, a trajetória de Caetano na Maratona Tech começou em 2023, quando ainda cursava o nono ano do ensino fundamental. Naquele ano, ele conquistou sua primeira medalha de ouro, um feito que se repetiu em 2024, durante o primeiro ano do ensino médio. A consagração veio em novembro de 2025, quando subiu ao pódio pela terceira vez, consolidando uma sequência impressionante de vitórias.
Além disso, a conquista recente veio após o desenvolvimento de uma plataforma educacional inédita. O projeto, focado no ensino de tecnologia e programação para crianças e adolescentes, foi a chave para a premiação. “Ser premiado na Maratona Tech foi a materialização de algo que venho construindo há anos”, comentou o jovem.
O Projeto Vencedor: Educação Tecnológica Acessível
Para começar, a motivação por trás do projeto premiado surgiu de uma percepção aguçada do mercado. Caetano identificou que a oferta de cursos de tecnologia era majoritariamente voltada para adultos e com custos elevados. Diante disso, ele decidiu criar uma solução acessível para o público mais jovem.
Plataforma Educacional: Desenvolvida para dispositivos móveis (celulares, tablets e computadores).
Público-Alvo: Crianças e adolescentes.
Status: Em fase final de testes, com lançamento previsto para breve.
“O projeto que rendeu a medalha vem sendo desenvolvido há muito tempo e exigiu muito estudo, várias noites sem dormir e diversos testes”, revelou o estudante. A competição, que exige conhecimentos sólidos em tecnologia e IA, demandou uma preparação intensa com aulas e consumo de conteúdo especializado.
Incentivo Familiar e Educacional: A Base do Sucesso
Inicialmente, o apoio familiar foi um pilar fundamental nessa jornada. Flávio Sambatti, pai de Caetano, expressou orgulho ao ver a dedicação do filho ser recompensada. “Sempre acreditei na meritocracia, e o Caetano é o exemplo disso”, afirmou. Ele relembra que, desde muito pequeno, o filho demonstrava curiosidade e habilidade com equipamentos eletrônicos, desmontando aparelhos para entender seu funcionamento.
Da mesma forma, o ambiente escolar teve um papel crucial. No Colégio Pollicare, Caetano é supervisionado pela pedagoga Janaína Bertoldi de Souza, que destacou sua capacidade de transformar ideias em soluções práticas. “Ver Caetano se destacar criando um aplicativo para ajudar crianças reforça a importância da educação como ferramenta de transformação”, disse a educadora em entrevista.
Imersão no Ecossistema de Inovação e Planos Futuros
Como parte da premiação, Caetano participou de uma imersão em polos de tecnologia e inovação em São Paulo. A experiência incluiu visitas a empresas líderes como iFood e Arco Educação. Essas visitas não apenas ampliaram sua visão de mercado, mas também solidificaram seu desejo de empreender na área.
- Primeiro Contato: Aos 8 anos, em uma escola com formação tecnológica.
- Participações: Diversas olimpíadas, imersões e projetos educacionais ao longo dos anos.
- Objetivo: Seguir no empreendedorismo tecnológico, desenvolvendo soluções com impacto social.
Portanto, a história de Caetano vai além das medalhas. Ela ilustra como a combinação de talento individual, incentivo familiar e um ambiente educacional estimulante pode gerar inovações promissoras. Seu aplicativo, em breve no mercado, é a prova de que o futuro da tecnologia no Brasil também está sendo forjado por jovens talentos do interior.