O Cenário Internacional: Big Techs no Comando

Primeiramente, o tom positivo foi estabelecido no exterior. Os futuros dos principais índices acionários dos Estados Unidos registravam altas firmes, um sentimento que se espalhou pelas bolsas europeias. O destaque mais expressivo veio da Ásia: a Bolsa de Seul atingiu um novo patamar histórico, enquanto a Bolsa de Hong Kong apresentou forte valorização. Em ambos os casos, o impulso veio principalmente das ações de empresas de tecnologia e das companhias diretamente ligadas ao avanço da inteligência artificial.

Destaque Asiático: Bolsa de Seul atinge máxima histórica no primeiro pregão de 2026.

Fonte: Dados de mercado

Além disso, em outros mercados, o movimento foi mais contido. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, sustentava uma leve alta. Da mesma forma, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) operavam próximos da estabilidade, indicando um apetite moderado por risco no momento.

O Mercado Doméstico: Um Desempenho Recente e Desafios Imediatos

Para começar, é importante olhar para o desempenho recente dos ativos brasileiros. Na terça-feira, 31 de dezembro, último pregão de 2025, o mercado doméstico exibiu um forte desempenho, com valorização da bolsa, apreciação do câmbio e queda nas taxas de juros de mercado. Este cenário positivo, combinado com o bom humor internacional, poderia abrir espaço para uma nova rodada de apoio aos ativos locais.

No entanto, um fator de ajuste precisa ser considerado. Enquanto a bolsa brasileira (B3) estava fechada na quarta-feira, 1º de janeiro, os American Depositary Receipts (ADRs) de empresas brasileiras foram negociados em Nova York, onde a sessão foi negativa. Um termômetro importante, o fundo de índice EWZ, que replica o Ibovespa, encerrou o último dia do ano em queda de 0,69% em Wall Street. Este movimento pode exigir algum ajuste na abertura do mercado local.

Agenda Econômica e Indicadores em Foco

Inicialmente, a agenda econômica para este primeiro pregão do ano é bastante esvaziada, tanto no Brasil quanto no exterior. O principal destaque internacional é a divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial dos Estados Unidos referente a dezembro. Este indicador é um importante termômetro da atividade fabril da maior economia do mundo.

  • Destaque do Dia: PMI Industrial dos EUA (dezembro).
  • Contexto Europeu: Dados da zona do euro já divulgados mostraram atividade industrial abaixo das expectativas, o que levou o euro a perder força frente ao dólar.
  • Cenário Local: Agenda doméstica vazia, com foco total no fluxo internacional e no comportamento dos ADRs.

Portanto, em um dia de poucos catalisadores fundamentais, o sentimento do mercado e os movimentos técnicos devem ter peso extra. A combinação entre o otimismo com a tecnologia e a possibilidade de ajustes pontuais definirá o ritmo das negociações.


Em resumo, o mercado inicia 2026 sob a batuta da inovação. A inteligência artificial, mais do que uma tendência tecnológica, se consolida como um vetor crucial de valorização nos mercados de capitais globais, enquanto os investidores navegam por um cenário de liquidez reduzida e aguardam novos sinais da economia real.