Frustração Orçamentária e a Necessidade de Cortes
Para começar, a principal causa do desequilíbrio é uma arrecadação R$ 2 bilhões inferior ao previsto. Consequentemente, o governo terá que realizar cortes em despesas para adequar os gastos ao orçamento aprovado, que era de aproximadamente R$ 66,7 bilhões para 2025. Portanto, a ordem é fazer com que todas as despesas cabem dentro dos limites financeiros disponíveis.
Déficit Orçamentário do DF (2025): R$ 2 bilhões
Impacto Imediato nos Serviços Públicos
Inicialmente, os efeitos dessa restrição orçamentária já são visíveis em setores essenciais. Por exemplo, a área da saúde enfrenta atrasos nos repasses de recursos, um problema que veio à tona publicamente em dezembro. Da mesma forma, prestadores de serviços de outras pastas do governo também relataram dificuldades com pagamentos pendentes.
“Vou cortar o que for necessário. Vou fazer as despesas caberem dentro do orçamento.”
Declaração do Governador
O Caso do Hospital da Criança
Entretanto, a situação mais crítica envolveu o Hospital da Criança de Brasília. A instituição acumulou uma dívida de R$ 74 milhões por falta de repasses desde outubro, o que levou à suspensão de atendimentos e ao fechamento de leitos de UTI. Apesar de liberações emergenciais posteriores, o valor ficou muito aquém do total devido, conforme relatado pela própria unidade de saúde.
Estratégias para o Reequilíbrio das Contas
No entanto, o governo já traça o caminho para a normalização. A principal medida será o corte seletivo de despesas. Além disso, para quitar os débitos acumulados, a administração avalia a possibilidade de realizar pagamentos de forma parcelada aos credores. Portanto, a previsão é de um ano com “o cinto apertado”, utilizando inclusive recursos orçamentários não originalmente destinados à saúde, conhecidos como Fonte 100, para cobrir despesas urgentes do setor.
- Ajuste Fiscal: Corte de despesas para equilibrar o orçamento.
- Pagamento de Dívidas: Possibilidade de quitação em parcelas.
- Remanejamento de Recursos: Uso de verbas não carimbadas para cobrir gastos essenciais.
Em resumo, o Distrito Federal enfrenta um desafio complexo de gestão financeira. A combinação de receita abaixo do esperado e um contexto econômico nacional desfavorável exige medidas rigorosas. Consequentemente, a população e os fornecedores do governo devem se preparar para os reflexos desse período de contenção.