O Cenário Técnico e Macroeconômico Favorável

Para começar, analistas apontam que um ambiente macroeconômico específico no início do ano cria condições propícias para ativos de risco, como o Bitcoin. Conforme dados do CoinGecko, o BTC registrava alta de 2% nas últimas 24 horas, sendo cotado a US$ 92.938. Em reais, a valorização era ainda mais expressiva, com a moeda alcançando R$ 505.882.

“O ambiente macro de início de ano, com mercados de risco recuperando tração e fluxos em ações impulsionados por liquidez e sentimento de recomeço após as festas, cria condições técnicas favoráveis ao BTC”, afirma André Franco, CEO da Boost Research.

Inicialmente, a atenção do mercado está focada em indicadores econômicos, e não em tensões geopolíticas pontuais. Portanto, esse sentimento de “recomeço” parece estar direcionando capital para o setor.

Altcoins Seguem o Ritmo e ETFs Registram Fluxos Históricos

Da mesma forma, outras criptomoedas importantes acompanharam a tendência de alta. A análise do mercado revela um cenário amplamente positivo:

  • Ether (ETH): Valorizou 1,1%, sendo negociado a US$ 3.169.
  • XRP: Registrou ganhos de 1%, atingindo US$ 2,13.
  • Solana (SOL): Subiu 0,7%, cotada a US$ 135,10.
  • BNB: Token da Binance Smart Chain avançou 2%, chegando a US$ 904,94.

No entanto, o dado mais impactante veio do mercado de Fundos Negociados em Bolsa (ETFs). Consequentemente, os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos tiveram um saldo líquido positivo monumental de US$ 471,3 milhões em um único dia. O principal motor desse fluxo foi o fundo IBIT, da BlackRock, que atraiu sozinho US$ 287,4 milhões em compras líquidas.

Fluxo Líquido em ETFs (Último Pregão): Bitcoin: +US$ 471,3 mi | Ether: +US$ 174,5 mi | Solana: +US$ 9,7 mi

Fonte: Dados de mercado consolidados

Fator Venezuela e o Futuro do Mercado

Por outro lado, um elemento geopolítico curioso adiciona uma camada extra de complexidade ao cenário. Especialistas citam relatos de que a Venezuela poderia deter uma reserva estratosférica de 600 a 660 mil bitcoins. Se confirmado, o país se tornaria um dos maiores detentores globais da criptomoeda.

“Esse fator adiciona uma nova camada de atenção ao mercado, seja pelo possível papel estratégico desses ativos, seja pelo impacto potencial sobre a oferta”, avalia Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil. Em resumo, a simples possibilidade de um país detendo tal volume pode influenciar a percepção de escassez e valor do ativo.

Portanto, a combinação de um cenário macro técnico favorável, entradas maciças de capital institucional via ETFs e narrativas geopolíticas inusitadas parece estar sustentando a atual fase de valorização. O valor total de mercado de todas as criptomoedas agora gira em torno de US$ 3,25 trilhões, refletindo a recuperação generalizada de confiança e capital no setor.