Recordes no Mercado Brasileiro de Criptomoedas

Para começar, os números divulgados pela Receita Federal são impressionantes. Entre janeiro e setembro de 2024, as transações com criptomoedas no Brasil totalizaram R$ 363,3 bilhões. Este valor representa uma alta de 82% em comparação com o mesmo período de 2023. Inicialmente, o mês de setembro se destacou sozinho, com movimentações de R$ 115,7 bilhões, a maior desde o início do monitoramento em 2019.

Movimentação com Criptomoedas no Brasil (Jan-Set 2024): R$ 363,3 bilhões

Crescimento vs. 2023: 82%

Recorde Mensal (Set/2024): R$ 115,7 bilhões

Fonte: Receita Federal do Brasil

Portanto, este crescimento explosivo não é aleatório. Conforme explica o professor Manoel Gustavo Neubarth, da Unisinos, variáveis macroeconômicas globais foram determinantes. “A redução da taxa de juros pelo FED e pelo Banco Central Europeu leva investidores a buscarem investimentos com maior probabilidade de retorno”, afirma. Dessa forma, ativos como as criptomoedas, que carregam risco mas também potencial de ganho, se tornam mais atrativos.

Como Investir em Criptomoedas com Segurança

No entanto, entrar neste mercado exige conhecimento e cuidado. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem investir, mas o caminho deve ser percorrido com orientação. Primeiramente, é necessário adquirir os ativos por meio de corretoras especializadas, conhecidas como exchanges, ou através de fundos de investimento (ETFs) em corretoras tradicionais. O processo básico envolve:

  1. Escolha da Plataforma: Procurar uma corretora tradicional ou uma exchange regulamentada e confiável.
  2. Abertura de Conta: Realizar o cadastro seguindo os procedimentos de know your customer (KYC).
  3. Seleção do Ativo: Escolher a criptomoeda ou o fundo (ETF) desejado para investimento.
  4. Início das Operações: Alocar os recursos de forma consciente, considerando o risco.

Por outro lado, o histórico do setor alerta para golpes e fraudes. Especialistas orientam que os interessados busquem sempre instituições sólidas e profissionais com experiência reconhecida. A promulgação do Marco Legal no Brasil é um passo fundamental para coibir más práticas e dar mais fôlego às operações legítimas.

O Ecossistema Além do Bitcoin

Além do Bitcoin, pioneiro lançado em 2008, o ecossistema de criptoativos é vasto e diversificado. O Ethereum, criado em 2015, consolida-se como a segunda principal criptomoeda do mundo. Da mesma forma, as stablecoins ganham espaço por oferecerem menor volatilidade, sendo lastreadas em ativos como o dólar. As líderes deste segmento são:

  • Tether (USDT): Uma das stablecoins mais utilizadas globalmente.
  • USDC (Circle): Outra moeda estável de grande adoção no mercado.

Ademais, existem outros criptoativos criados via tokenização. Este processo permite atribuir valor e negociar digitalmente itens físicos ou digitais, como imóveis ou obras de arte. Em resumo, o mercado evoluiu de uma única criptomoeda para um universo complexo de oportunidades de investimento.


Portanto, a trajetória do Bitcoin, de uma queda em 2022 para um patamar histórico acima de US$ 100 mil, simboliza a resiliência e o amadurecimento do setor. Consequentemente, com um marco regulatório estabelecido e volumes recordes de transação, o Brasil se posiciona como um mercado crucial no cenário global de criptoativos. O futuro deste mercado parece intimamente ligado à inovação financeira e à busca por diversificação de portfólio por parte dos investidores.