O Ritmo do Crescimento Econômico

Inicialmente, a atividade econômica demonstrou uma clara desaceleração ao longo de 2025. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) perdeu força após um crescimento robusto no ano anterior. O terceiro trimestre, por exemplo, registrou uma variação praticamente estável, com alta de apenas 0,1%. Portanto, o cenário reflete o impacto de uma política monetária restritiva sobre o consumo e os investimentos.

Expectativa para 2025: Crescimento de aproximadamente 2.26%

Fonte: Mercado Financeiro (Focus)

A Persistência dos Juros em Patamares Elevados

Por outro lado, a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu como um dos pontos de maior atenção. O Banco Central manteve o ciclo de alta durante o primeiro semestre, estabilizando a taxa no patamar de 15% ao ano. Apesar da queda da inflação no segundo semestre, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve um tom cauteloso, adiando o esperado início do ciclo de cortes. Consequentemente, o crédito ficou mais caro, pressionando empresas e famílias.

  • Patamar Final: Selic a 15% ao ano.
  • Último Ajuste: Junho de 2025.
  • Expectativa do Mercado: Início dos cortes no primeiro trimestre de 2026.

A Queda Surpreendente da Inflação

Entretanto, uma das boas surpresas do ano veio do front inflacionário. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou trajetória de queda consistente após um pico no primeiro semestre. Inicialmente, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 5,53% em abril. No entanto, em novembro, o indicador já recuava para 4,46%, caminhando para fechar o ano próximo ao teto da meta, estabelecida em 4,5%. Esta evolução positiva foi um dos fatores que sustentou a expectativa por juros menores.

Resiliência Histórica no Mercado de Trabalho

Da mesma forma, o mercado de trabalho mostrou força notável, contornando a pressão dos juros altos. A taxa de desemprego seguiu em trajetória de queda, atingindo patamares mínimos históricos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, no trimestre encerrado em novembro a taxa ficou em 5,2%. Este é o menor nível registrado desde o início da série histórica, em 2012, indicando uma base de consumo mais sólida do que se poderia imaginar.

A Valorização Inesperada do Câmbio

Finalmente, o câmbio apresentou uma performance positiva e surpreendente. Após abrir o ano acima de R$ 6,00, pressionado por incertezas fiscais, o dólar perdeu força de forma consistente frente ao real. O ano deve ser encerrado com a moeda norte-americana cotada abaixo de R$ 5,50, acumulando uma desvalorização de cerca de 11% em 2025. Este movimento foi influenciado tanto por fatores internos, como a melhora nos indicadores, quanto por turbulências na política econômica internacional.

A análise conjunta dos gráficos revela uma economia que, apesar dos ventos contrários, demonstrou pontos fundamentais de resistência, especialmente no mercado de trabalho e no controle de preços.

Análise Econômica

Em resumo, o panorama econômico brasileiro em 2025 foi marcado por contrastes significativos. Portanto, entender essa dinâmica é essencial para projetar os rumos para 2026, onde a expectativa por um relaxamento da política monetária e a manutenção do emprego serão os principais focos.