Trajetória de Convergência para os Próximos Anos

Além disso, a perspectiva de desaceleração dos preços se estende para os anos seguintes. A previsão para 2026 também foi ajustada para baixo, indo de 4,1% para 4,06%. Da mesma forma, as estimativas para 2027 e 2028 seguem em patamares declinantes, projetadas em 3,8% e 3,5%, respectivamente. Portanto, o cenário desenhado pelas instituições financeiras aponta para uma convergência gradual e sustentada da inflação em direção ao centro da meta de 3%.

Previsões de Inflação (IPCA) – Boletim Focus:

  • 2025: 4,33% (dentro do limite superior de 4,5%)
  • 2026: 4,06%
  • 2027: 3,8%
  • 2028: 3,5%
Fonte: Banco Central do Brasil

Selic em Patamar Elevado e a Expectativa de Alívio Futuro

No entanto, esse processo de desinflação ocorre em um ambiente de juros básicos historicamente altos. A Taxa Selic permanece em 15% ao ano, seu maior nível desde meados de 2006, após ser mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) pela quarta vez consecutiva. O Banco Central tem sinalizado cautela, indicando a intenção de manter os juros neste patamar por um período prolongado para consolidar o controle sobre os preços.

Por outro lado, o próprio mercado já projeta o início de um ciclo de afrouxamento monetário no horizonte. A estimativa média dos analistas é de que a Selic termine 2026 em 12,25% ao ano. Posteriormente, as projeções indicam reduções adicionais para 10,5% ao ano em 2027 e 9,75% ao ano em 2028. Esse cenário futuro de juros mais baixos é crucial para estimular o crédito e reaquecer o ritmo de crescimento econômico.

Crescimento do PIB e Cenário Cambial

Paralelamente, as projeções para a atividade econômica apresentam um ajuste marginal positivo. A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi revisada de 2,25% para 2,26%. Para 2026, a previsão de crescimento se mantém em 1,8%, com leves altas para 1,81% em 2027 e 2% em 2028. Esses números refletem uma economia que, após um crescimento robusto de 3,4% em 2024, deve seguir em expansão, porém em um ritmo mais moderado.

No que diz respeito ao câmbio, o mercado projeta relativa estabilidade. A cotação do dólar está estimada em R$ 5,43 para o final deste ano e em R$ 5,50 para o fim de 2026. Em resumo, o conjunto de indicadores aponta para um ambiente de gradual normalização, com inflação convergindo, juros elevados no curto prazo mas com perspectiva de queda, e uma economia em crescimento constante.

“A estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.”

Comunicado do Banco Central