Fatores por Trás da Recuperação
Para começar, dois eventos principais catalisaram a alta recente. Inicialmente, a aquisição de 2 mil Bitcoins, no valor de aproximadamente US$ 175 milhões, por uma empresa ligada à família Trump sinalizou confiança de grandes players. Conforme dados do CoinGecko, o ativo registrou alta de 1.6%, sendo cotado a US$ 88.971. Paralelamente, o vencimento de contratos de opções que havia criado uma “compressão forçada” no preço chegou ao fim, liberando o mercado para movimentos mais orgânicos.
Movimento do Bitcoin (últimas 24h): Alta de 1.6% para US$ 88.971
Análise do Cenário de Derivativos
Entretanto, o mercado enfrentou semanas de volatividade contida. Especialistas explicam que os vencimentos de derivativos atuaram como uma âncora, mantendo o Bitcoin em uma faixa estreita entre US$ 86 mil e US$ 97 mil. A consultoria Vault destacou que, até 26 de dezembro, 67% de toda a estrutura de derivativos do mercado seria eliminada. “Quando combinamos os vencimentos do dia 19 e do dia 26, o que temos é uma janela de limpeza”, afirmou a empresa. Portanto, a expectativa é que, com essas “amarras” rompidas, movimentos de preço mais definidos possam surgir.
Performance no Ano e Perspectivas
Apesar da recuperação, o panorama anual ainda apresenta desafios. O Bitcoin acumula uma queda de 4.75% em 2025, caminhando para seu primeiro ano com desempenho negativo desde 2022. Da mesma forma, o Ether deve encerrar o período com baixa de 11%. Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, recomenda cautela. “O cenário inspira cautela, especialmente diante do enfraquecimento da demanda institucional”, comentou. Este sentimento é refletido nos ETFs (Fundos de Investimento) temáticos, que registraram saídas líquidas significativas em dezembro.
- Bitcoin (BTC): US$ 88.971 | +1.6%
- Ether (ETH): US$ 2.983 | +1.8%
- Solana (SOL): US$ 124.84 | +2.3%
- Valor de Mercado Total: US$ 3.076 trilhões
O Que Esperar para o Final de Ano
Consequentemente, a visão para as últimas semanas de 2025 é de expectativa moderada. André Franco, CEO da Boost Research, projeta um cenário entre neutro e de leve avanço. A conclusão do ciclo de vencimentos de derivativos é vista como um elemento crucial para destravar a próxima fase de preços. Em resumo, enquanto fatores técnicos aliviam a pressão de venda, o mercado aguarda novos catalisadores fundamentais para sustentar uma tendência de alta mais consistente rumo e além da barreira psicológica dos US$ 90 mil.
“Se o preço parece frustrantemente preso entre US$ 85 mil e US$ 90 mil, isso não é fraqueza estrutural. É compressão forçada. E compressões forçadas não duram para sempre.”
Relatório da Consultoria Vault