O Cenário Atual do Mercado de Criptomoedas

Primeiramente, é essencial compreender a trajetória recente do principal ativo digital. Após um período expressivo de alta entre 2020 e 2021, seguido por uma correção em 2022, o Bitcoin apresenta uma recuperação sólida e crescimento constante. Além disso, a promulgação do Marco Legal dos Criptoativos no Brasil, em vigor desde meados do ano passado, trouxe maior transparência e segurança jurídica para as operações no país, conforme detalhado em relatórios oficiais.

Como Investir em Criptomoedas com Segurança

Para começar, tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem acessar este mercado. Inicialmente, o processo envolve a aquisição dos ativos com moeda corrente, predominantemente por meio de exchanges ou corretoras especializadas. No entanto, também é possível investir através de Fundos de Investimento (ETFs) em corretoras tradicionais, uma modalidade que ganha espaço.

Passos Básicos para Investir:

  1. Escolher uma corretora tradicional ou exchange regulamentada;
  2. Abrir uma conta e completar os processos de verificação;
  3. Selecionar a criptomoeda ou ETF desejado;
  4. Realizar o aporte inicial e monitorar a posição.
Fonte: Práticas de mercado e orientações de especialistas.

Portanto, devido ao histórico do setor, a orientação de especialistas é clara: é fundamental buscar instituições sólidas e profissionais com experiência reconhecida para minimizar riscos de golpes e fraudes.

Recordes no Mercado Brasileiro de Criptoativos

O Brasil emerge como um dos mercados mais dinâmicos para criptomoedas atualmente. Segundo dados da Receita Federal do Brasil, as transações com criptoativos bateram recordes absolutos em 2024. Entre janeiro e setembro do ano passado, a movimentação financeira atingiu a marca impressionante de R$ 363,3 bilhões, representando uma alta de 82% em relação ao mesmo período de 2023.

Além disso, setembro de 2024 registrou sozinho R$ 115,7 bilhões em operações, o maior volume mensal desde o início do monitoramento oficial em 2019. Conforme análise do professor Manoel Gustavo Neubarth, da Unisinos, esse crescimento explosivo está ligado a variáveis macroeconômicas globais, como a redução da taxa de juros pelo Federal Reserve (FED) dos EUA e pelo Banco Central Europeu, que levam investidores a buscarem ativos com potencial de retorno mais alto.

Além do Bitcoin: Ethereum, Stablecoins e Tokens

Embora o Bitcoin, pioneiro desde 2008, seja a estrela mais brilhante, o ecossistema de criptoativos é vasto. O Ethereum, lançado em 2015, consolida-se como a segunda principal criptomoeda do mundo, com tecnologia que permite aplicações mais complexas, como contratos inteligentes.

  • Stablecoins: Criptomoedas lastreadas em outros ativos, como o dólar. As líderes são Tether (USDT) e USDC (Circle), que, junto com o Bitcoin, comandaram os investimentos no Brasil.
  • Tokens: Outra frente de investimento via tokenização, que pode representar desde um imóvel físico até uma obra de arte digital, democratizando o acesso a investimentos alternativos.

Em resumo, o mercado de criptomoedas vive um momento de maturidade e expansão, impulsionado por marcos regulatórios e adoção institucional. Consequentemente, para o investidor, a combinação de educação financeira, escolha de plataformas seguras e diversificação dentro do ecossistema parece ser o caminho mais prudente para navegar nesse universo em constante evolução.