Qual É a Cotação Atual das Principais Criptomoedas?
Para começar, é fundamental observar os números mais recentes. Por volta do fim da tarde, o preço do Bitcoin apresentava uma desvalorização de 0.66%, sendo negociado a US$ 87.569,69. Da mesma forma, o Ethereum, segunda maior criptomoeda do mercado, também recuava, com uma queda de 1.42%, cotado a US$ 2.947,32. Essas cotações são baseadas na plataforma Coinbase, uma das principais corretoras globais.
Principais Quedas (23/01): Bitcoin: -0.66% | Ethereum: -1.42%
Por Que o Bitcoin Está Sob Pressão Vendedora?
Inicialmente, analistas apontam que a principal criptomoeda encontrou forte resistência ao tentar se consolidar acima de US$ 90.000. Segundo a análise da corretora FxPro, esse patamar tem funcionado como um teto, desencadeando uma onda de realização de lucros por parte dos investidores. Além disso, este movimento de venda coincidiu com um rali nos metais preciosos e uma leve desvalorização do dólar, indicando uma realocação de capital no mercado financeiro internacional.
No entanto, a perspectiva para as próximas semanas é de cautela. Especialistas ponderam que pode haver uma queda ainda mais acentuada no setor de criptoativos. Consequentemente, essa aversão ao risco pode se espalhar para outros mercados, como ações de empresas de tecnologia e moedas de países em desenvolvimento.
Análises Técnicas e Projeções para 2026
Por outro lado, algumas casas de análise adotam visões específicas sobre o movimento futuro. A Investtech, por exemplo, classifica o Bitcoin como “neutro” no curto prazo. Entretanto, estabelece um nível crítico de suporte: uma queda consistente abaixo de US$ 86.000 seria considerada um sinal negativo para a tendência.
- Visão da Investtech: Neutra no curto prazo. Suporte crítico em US$ 86 mil.
- Visão do Galaxy Digital: Ano “muito caótico” para 2026, com incertezas no curto prazo.
- Nível de Confiança: Risco negativo até que o BTC se estabilize acima de US$ 100-105 mil.
Já o Galaxy Digital projeta um ano de 2026 “muito caótico” para o Bitcoin, repleto de incertezas. A instituição acredita que o risco para o ativo continua negativo até que ele consiga se restabelecer de forma firme acima da faixa entre US$ 100 mil e US$ 105 mil.
O Impacto dos Dados Econômicos e do Federal Reserve
Portanto, o cenário macroeconômico é o grande catalisador da volatilidade atual. A terça-feira foi marcada por uma série de indicadores importantes dos EUA, incluindo dados de emprego, produção industrial, inflação e o Produto Interno Bruto (PIB). Este fluxo de informações reforçou a percepção do mercado sobre a postura do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, a probabilidade de os juros permanecerem inalterados na próxima reunião do Fed, em janeiro de 2026, é muito alta. A expectativa de um primeiro corte na taxa básica de juros americana só ganha força significativa (acima de 50%) a partir do mês de abril. Em resumo, a perspectiva de um ambiente de juros elevados por mais tempo tem pressionado ativos considerados de risco, como as criptomoedas.
As cotações e análises são dinâmicas e sujeitas a alterações rápidas. Investidores devem realizar suas próprias pesquisas.