O Cenário Regulatório que Deu Transparência

Para começar, a promulgação do Marco Legal dos Criptoativos representou um divisor de águas. Inicialmente, a legislação trouxe maior segurança jurídica e transparência para todas as operações. Conforme especialistas apontam, essa regulamentação foi um passo fundamental para atrair tanto investidores pessoa física quanto jurídica. Portanto, o mercado nacional ganhou um novo fôlego e credibilidade perante o cenário internacional.

Volume de Transações (Jan-Set/2024): R$ 363,3 bilhões

Crescimento vs 2023: 82%

Recorde Mensal (Set/2024): R$ 115,7 bilhões

Fonte: Relatórios da Receita Federal do Brasil

Os 3 Pilares do Crescimento Explosivo

Entretanto, o crescimento vertiginoso não se deve a um único fator. Na verdade, três elementos principais atuam em conjunto para impulsionar o mercado.

  1. Contexto Macroeconômico Global: A redução das taxas de juros por bancos centrais, como o Federal Reserve (FED) e o Banco Central Europeu, levou investidores a buscarem ativos com maior potencial de retorno.
  2. Regulamentação Nacional: O Marco Legal estabeleceu regras claras, reduzindo incertezas e atraindo capital institucional.
  3. Diversificação de Ofertas: Além do Bitcoin, o surgimento de stablecoins lastreadas e a tokenização de ativos ampliaram as opções de investimento.

Como Ingressar no Mercado de Forma Segura

Portanto, para quem deseja começar a investir, o caminho está mais estruturado. Inicialmente, é necessário escolher uma instituição adequada. As operações podem ser realizadas por meio de duas vias principais:

  • Exchanges (Corretoras Especializadas): Plataformas focadas na compra e venda direta de criptomoedas com moeda corrente.
  • Corretoras Tradicionais: Para investir em Fundos de Índice (ETFs) de criptomoedas, similares à compra de ações.

No entanto, devido ao histórico do setor, a orientação é clara. Procure sempre instituições sólidas e com boa reputação no mercado, preferencialmente com o auxílio de profissionais experientes. A Receita Federal mantém a cobrança de impostos sobre ganhos de capital, tornando a assessoria ainda mais valiosa.

Além do Bitcoin: Um Ecossistema em Expansão

Da mesma forma, é um erro focar apenas na criptomoeda pioneira. O ecossistema atual é vasto e oferece alternativas para diferentes perfis de risco. O Ethereum se consolida como a segunda principal moeda digital do mundo. Paralelamente, as stablecoins, como Tether (USDT) e USDC, ganham espaço por oferecerem estabilidade ao serem lastreadas em ativos como o dólar.

“Esse crescimento ocorreu também em razão de algumas variáveis específicas, como a redução da taxa de juros pelo FED e Banco Central Europeu, o que leva investidores a buscarem investimentos com maior probabilidade de retorno.”

Manoel Gustavo Neubarth, Professor de Direito e Criptoativos

Por outro lado, a tokenização abre um leque ainda maior de possibilidades. Por meio desta tecnologia, é possível criar representações digitais de valores, negociando desde imóveis até obras de arte de forma mais ágil e acessível. Em resumo, o mercado brasileiro de criptoativos não para de crescer e se sofisticar, oferecendo oportunidades diversificadas dentro de um marco regulatório cada vez mais definido.